Identidades de software · Microsoft Entra ID

Identidades não humanas no Microsoft Entra ID: por onde começar a governança

Entenda quais identidades representam suas aplicações e automações e conecte cada uma a uma finalidade, um responsável e aos acessos necessários.

Comece pelo escopo

O software também precisa de identidade

Uma integração que consulta dados, um serviço que acessa armazenamento e uma automação de implantação precisam se autenticar. A identidade usada pelo software permite relacionar essa autenticação aos acessos concedidos.

A Microsoft usa o termo workload identities para identidades de cargas de trabalho, como aplicações, serviços e scripts. No Microsoft Entra, esse conjunto inclui aplicações, service principals e managed identities.

“Identidades não humanas” é uma categoria mais ampla: também pode abranger identidades de dispositivos. Este guia se concentra nas identidades de software e nas decisões de governança associadas a elas.

Objetos relacionados

Aplicação, service principal e managed identity

ObjetoPapel no ambientePergunta de governança
Objeto de aplicaçãoDefine a aplicação no tenant de origem e serve de base para suas representações em tenants.Quem mantém a configuração e a finalidade dessa aplicação?
Service principalRepresenta a aplicação localmente em um tenant. Uma aplicação multitenant pode ter representações em diferentes tenants.Que acessos foram concedidos à identidade neste tenant?
Managed identityÉ representada por um service principal, sem um objeto de aplicação associado. Permite autenticação sem que a equipe gerencie credenciais desse mecanismo.Qual recurso utiliza a identidade e quem responde por seus acessos?

Esses objetos têm relações entre si. Evite contar cada registro como se fosse uma integração independente. Para os detalhes, consulte o guia de Service Principals.

Credenciais e responsabilidade

Identidade gerenciada também precisa de governança

Uma managed identity atribuída pelo sistema acompanha o ciclo de vida do recurso Azure ao qual está vinculada. Uma identidade atribuída pelo usuário tem ciclo de vida independente e pode ser associada a mais de um recurso.

Essa diferença muda a investigação de dependências. Antes de alterar uma identidade compartilhada, identifique todos os recursos que a utilizam.

A gestão automática de credenciais não determina quais acessos são necessários ao negócio. Registre a finalidade, os responsáveis operacionais e os recursos acessados, mesmo quando não houver um secret para renovar.

Proposta de rotina para sua equipe

Cinco registros para começar o inventário

01 · FINALIDADE

Que processo essa identidade atende?

Descreva a integração em linguagem de negócio e indique os sistemas envolvidos. Um nome técnico sozinho raramente explica por que o acesso deve continuar existindo.

Registro sugerido: processo atendido e sistemas relacionados.
02 · IDENTIFICAÇÃO

Quais objetos representam a integração?

Registre o tenant, o tipo de identidade e os identificadores. Relacione aplicação, service principal e recurso associado quando isso se aplicar ao caso.

Registro sugerido: identificadores e relação entre os objetos.
03 · RESPONSABILIDADE

Quem pode confirmar a necessidade do acesso?

Identifique um contato técnico e um responsável pelo processo. Diferencie a responsabilidade operacional documentada dos owners configurados nos objetos.

Registro sugerido: contatos, responsabilidades e pendências de confirmação.
04 · ACESSO

Que recursos e operações estão autorizados?

Relacione as concessões observadas aos recursos de destino e à finalidade informada. Permissões de API e atribuições de acesso no Azure devem ser investigadas nas fontes correspondentes.

Registro sugerido: acessos, escopos e fonte de cada evidência.
05 · CICLO DE VIDA

O que dispara a próxima revisão?

Combine uma data e gatilhos, como troca de fornecedor, mudança de função ou encerramento do sistema. Antes de retirar acessos, avalie dependências e valide os efeitos com os responsáveis.

Registro sugerido: próxima revisão e critérios para mudança ou retirada.
Do inventário à investigação

Escolha o próximo passo pela lacuna encontrada

Sinal observadoPróxima investigação
Ninguém confirma a finalidadeLocalizar os responsáveis e documentar a necessidade.
A justificativa de acesso está incompletaRevisar as permissões e a decisão de consentimento.
Há credenciais mantidas pela equipeOrganizar vencimentos e renovação.
Não foram observados eventos de atividadeVerificar a cobertura antes de concluir desuso.

Esses sinais orientam perguntas. A prioridade depende também dos dados acessíveis, da criticidade do processo e das dependências confirmadas; a tabela não representa uma pontuação automática de risco.

AppsVision

Visibilidade para a governança de aplicações

Conheça a proposta do AppsVision para reunir contexto sobre aplicações, responsáveis, permissões e credenciais no Microsoft Entra ID.

Ao avaliar a solução, confirme a cobertura necessária para seus tipos de identidade e suas fontes de acesso. Os dados disponíveis dependem das permissões concedidas e dos módulos habilitados.

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Aprofunde a revisão

Perguntas frequentes

Identidade não humana é sinônimo de workload identity?

Não exatamente. Identidades não humanas podem incluir dispositivos. Workload identities representam software; esse é o recorte deste guia.

Uma managed identity elimina a necessidade de revisão?

Não. A equipe continua precisando justificar os acessos e acompanhar a finalidade, os responsáveis e as dependências da identidade.

Uma aplicação corresponde sempre a um único objeto?

Não. É necessário distinguir o objeto de aplicação de suas representações locais como service principals. O inventário deve preservar essas relações para evitar conclusões baseadas em contagens duplicadas.

Referências técnicas

Microsoft Learn: visão geral de workload identitiesMicrosoft Learn: aplicações e service principalsMicrosoft Learn: segurança de managed identitiesMicrosoft Learn: governança de contas de serviço